domingo, 11 de outubro de 2009

TRABALHO E LAZER:
Uma Relação Mútua na Sociedade Atual
As transformações decorrentes de um mundo global capitalizado neoliberal trouxe uma nova ideia, muito expressa em livros de auto-ajuda, de que a nossa sociedade pode desenvolver um ÓCIO CRIATIVO a partir da dinâmica do dinheiro trabalhar para o cidadão. Porém, diante de todas transformações, da livre concorrência e da alta especialização em todas áreas profissionais, parece que essa idéia do ÓCIO criativo e sem trabalho(seja como empregado ou empresário) está caindo por terra.
O trabalho, independente da maneira como realizamos, sempre foi o caminho lícito para obter o dinheiro e proporcionar uma vida agradável. Certamente, vivemos um momento em que a profissão e a maneira de exercê-la passa por uma mudança radical da qual justifica o motivo pela qual o salário estar atrelado aquilo que a determinada profissão pode oferecer para a empresa(em termos de lucros) e para a sociedade (em termos de serviço).
Entretanto, não podemos afirmar com objetividade de que o trabalho, seja árduo ou rotineiro aos trabalhadores, possa permitir uma maior adesão ao lazer permanente dos profissionais(trabalho passivo), porque daí estaremos caminhando para uma utopia. Tal utopia é criada por várias empresas que aderiram à robótica, permitindo o aumento do desemprego, além do crescimento de um setor terciário (o de serviços ou comércio) hipertrofiado (baseado na ilegalidade e na pirataria) e na elevação do índice de violência atrelado a todos esses problemas.
O lazer só é possível quando o cidadão -trabalhador- tem condições financeiras mínimas para descansar e aproveitar-se de outras atividades recreativas que exigem dinheiro. Dessa forma, descartar o trabalho ativo, seja o tipo de relação de produção que executar, pode ser uma pretensão bastante exagerada para um mercado de trabalho ainda desorganizado quanto ao acesso, aos direitos e aos deveres de todos envolvidos no serviço.
Enquanto não proporcionarmos maior especialização dos trabalhadores de baixa renda, equilíbrio entre homem e máquina e um mercado informal (hipertrofiado) com deveres e direitos junto à Previdência social e privada desse país, estaremos presos a um trabalho que penaliza, em vez de proporcionar condições para o lazer. O lazer sempre será uma necessidade humana, que será muito melhor praticada quando tivermos mais pessoas com boas condições financeiras decorrentes de suas profissões das quais bucam a autorrealização e não o sofrimento(a penalização ou desânimo).
Portanto, sem o trabalho não existe o dinheiro(ganha de maneira ativa) e sem dinheiro não existe o lazer (o ócio- que pode procurar formas de faturamento passivo).

Nenhum comentário:

Postar um comentário