terça-feira, 6 de outubro de 2009

DESMITIFICAR CUBA
Um apoio à blogueira YONAI SANCHES
Um blog pode ser aquele diário virtual voltado para expor as idéias, opiniões, visões e críticas da vida de uma pessoa. Também pode servir para DENUNCIAR injustiças ou querer mudanças das quais um grande grupo de pessoas possam ser BENEFICIADAS. Muito mais que denunciar ser uma ARMA contra a FALTA DE LIBERDADE de PENSAMENTO e EXPRESSÃO.
Considerando esses aspectos, um blogger da pequena ilha de CUBA, país mais que focalizado durante a Guerra Fria, parece vir com uma proposta: denunciar uma DITADURA e seus MALEFÍCIOS para defender uma DEMOCRACIA, na qual possa vigorar a LIBERDADE de PENSAMENTO e de EXPRESSÃO. Esse blogger se chama GENERACIÓN Y, seu autor uma MULHER, de 34 anos, formada em LETRAS, chamada de YONAI SANCHES.
Eleita pela revista TIME (a de maior venda e circulação do mundo) como a 31ª pessoa MAIS INFLUENTE do MUNDO, deu uma entrevista para a Revista VEJA dessa semana. A entrevista, por meio desse profº, vai virar um TEXTO COMPILADO, nesse blogger, para destacar suas ideias mais relevantes visando à DESMITIFIÇÃO de CUBA e sua maléfica DITADURA SOCIALISTA: (Acompanhe!!)
YOANI SÁNCHEZ:
Quando se trata de Cuba, as estatísticas oficiais divulgadas pelas nossas embaixadas não podem ser levadas a sério. Sou defensora da diplomacia popular, aquela que se inteira da realidade diretamente com o cidadão. Não sou uma analista política. Simplesmente vivo e conheço a realidade do meu país.
Uma pessoa que escreve em um blog pode ser condenada sob a acusação de fazer propaganda inimiga. Os outros países não podem repercutir o clichê de que Cuba é uma ilha de música e rum. É preciso olhar para o cidadão. Aqui, nós vivemos e morremos todos os dias.
Pelo que vejo nas ruas, é difícil acreditar que os cubanos possam sobreviver tantos anos. Os idosos estão em estado deplorável. Há uma avalanche de dados que poderiam ilustrar o que digo, mas estes nunca são divulgados.
Cuba só é reverenciada por quem nunca morou aqui. Eu já conheci um montão de gente que idolatrava Fidel e, depois de um mês vivendo conosco, mudou de opinião. Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele como vivemos.
O governo também se esforça para me transformar em uma pessoa radioativa. Membros da polícia política me vigiam todo o tempo e dizem a meus vizinhos, amigos e parentes que sou perigosa. Falam que quero destruir o sistema e sou uma mercenária do império. Em um país onde todo mundo trabalha para o estado ou depende da ajuda do governo, esse método surte efeito. É uma luta desigual. Todo o poder de um estado recai sobre mim. Até minha mãe tem sido vítima dessa campanha atemorizante.
Hugo Chaves é o grande responsável pela perpetuação do regime cubano. Cuba seria hoje muito diferente sem esse aporte de petróleo e de dinheiro da Venezuela. O que me preocupa é o componente de autoritarismo e de messianismo de governos como os da Venezuela, Bolívia e Equador. Cháves reprime brutalmente a liberdade de expressão,e temo que os outros sigam essa abordagem...
Se o objetivo do embargo era enfraquecer a ditadura, não funcionou. Essa política não afeta os governantes, que continuam vivendo muito bem e importando os produtos que desejam. Acima de tudo, o embargo tem sido o maior pretexto do governo cubano para justificar o descalabro econômico do país. Diante de cada coisa que não funciona, o partido comunista diz que a culpa é a dos americanos. Sou totalmente contra o embargo. Não porque ache que as coisas seriam muito diferentes se ele deixasse de existir, e sim porque seu fim eliminaria o argumento oficial de que estamos em uma praça sitiada e, por causa disso, o povo deve aceitar as mazelas cubanas.
A matéria prima do meu trabalho é a realidade cubana. Não quero e não posso ficar longe das minhas histórias. Para o meu país eu voltarei sempre.

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